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Revolução digital reforça a importância dos cursos de aperfeiçoamento


Investir constantemente na carreira, buscar aperfeiçoamento por meio de cursos, palestras e workshops são características de profissionais dedicados e determinados, que, com essas atitudes, demonstram iniciativa e previnem a estagnação. Atualizar-se é fundamental para buscar os resultados e a colocação que se almeja.

Muitas vezes, a falta de interesse em se aprofundar em alguns temas relativos à área de atuação provoca perda de oportunidade de emprego ou até mesmo demissão. Além disso, um curso pode acabar se tornando um diferencial para uma promoção, promovendo um aumento salarial, ou aprovação em um processo seletivo. Devido a essas circunstâncias, os cursos com prazos e investimentos menores têm sido a “bola da vez” para aprimorar o currículo. Afinal, os negócios estão cada vez mais segmentados e precisam de pessoas cada vez mais capacitadas.

Para a Coordenadora Estratégica de Pós-graduação e Educação Continuada do Centro Universitário UNA, Renata Canabrava, a sociedade está no meio de uma revolução digital que tem modificado drasticamente o mundo do trabalho. O volume de informações em circulação é gigantesco e é necessário acompanhar a transformação. “Os cursos de aperfeiçoamento, que são, geralmente, de curta e média duração, visam suprir a necessidade crescente por uma qualificação pontual e veloz. As pessoas, via de regra, têm optado por formações rápidas ou por atualizações que superem a defasagem provocada pelas mudanças de caráter permanente. Será cada vez mais necessário estar pronto para não parar de aprender. Se atualizar é imperativo no mundo do trabalho atual”, enfatiza.


GENERALISTAS X ESPECIALISTAS

Para a Analista do Sebrae Minas, Michelle Chalub Cossenzo Moreira, o mercado exige especialistas, mas também generalistas. “Acredito que há espaço para tudo. Há momentos em que serão necessários profissionais que tenham conhecimento do todo, que consigam visualizar de forma mais completa. No entanto, há situações que serão solicitados aqueles mais cirúrgicos, que vão direto ao ponto e que entendam detalhadamente a questão”, exemplifica.

Seguindo nessa mesma linha de raciocínio, a Coordenadora Educacional do Senac, Vanilde Lopes Muniz, reforça a necessidade de os profissionais manterem-se sempre informados sobre a situação do mercado atual. “Este cenário requer um profissional preocupado com a sua carreira, empregabilidade, inovação, competitividade e com o desenvolvimento de competências comportamentais. Deve estar atento às necessidades da área em que atua, às novidades, às aplicações práticas de novos conceitos e aos conhecimentos que precisam ser aprofundados”, detalha.

Além disso, ela explica que para se conquistar oportunidades no mercado de trabalho e ascensão na carreira, é primordial investir no aperfeiçoamento constante. “Antes, ser especialista em determinado assunto era condição sinequa non para ser um bom profissional. Posterior a esse período, o mercado passou a valorizar o profissional generalista, com conhecimento em vários assuntos e atuação em diversas empresas ou departamentos. Hoje, o mercado busca profissionais com essas duas características: especialista e generalista. Nesse sentido, os cursos de curta duração contribuem para a formação dos que buscam ampliar o conhecimento e aprofundar-se em questões práticas para continuar desenvolvendo a sua carreira”, argumenta Vanilde.

O Gerente da Rock University, Guilherme Barra, concorda que há espaço para os dois perfis. “Eu vejo muito que as pessoas com o perfil generalista acabam indo para a área de gestão, onde realmente não é necessário ter um conhecimento específico de um determinado assunto, mas sim estudar sobre gerenciamento para administrar um ambiente e uma rotina eficaz, em que as pessoas da equipe consigam performar de forma saudável e otimizada. Mas ser especialista também não é um limitante para seguir na carreira de gestão! Ser uma referência técnica também é uma ótima característica para qualquer pessoa que deseja ter uma posição de liderança”, opina.


ÁREAS PROMISSORAS

A Presidente e Reitora do Instituto de Educação Superior Latino Americano (IESLA), Sara M. A. Gouveia Bernardes, explicou que, em função da Quarta Revolução Industrial, que foi a Tecnológica, o mercado passa por uma mudança significativa que levará ao desaparecimento de ao menos 30% dos postos laborais atuais, que serão renovados por outras profissões demandadas pelo trabalhador do futuro.

Ela destacou ainda que, segundo o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, há sete nichos muito importantes nos quais haverá crescimento acelerado nos próximos anos e, consequentemente, aumentará a demanda de trabalho. “Adequamos os currículos de especializações, MBAs e graduações para atender a essa nova demanda. Uma das áreas é a de Dados e Inteligência Artificial, que crescerá muito. No setor de Vendas, Mercados e Conteúdos, o comércio eletrônico também apresenta expansão significativa pela influência da economia global”, cita.

Por fim, ela reforça que os conhecimentos são altamente relevantes. “Não apenas para crescer intelectualmente, receber uma promoção ou conquistar o emprego dos sonhos, o aperfeiçoamento também é uma maneira de investir em si mesmo, em seu desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e na evolução contínua, cada vez mais exigida pela sociedade”, explicita.


BOM PARA O CURRÍCULO

O gerente de Educação e Tecnologia na Indústria do Senai, Ricardo Aloysio e Silva, explica que os cursos de aperfeiçoamento profissional são uma forma de se manter atualizado e competitivo. “Quando pegamos um currículo de uma pessoa que tem uma profissão qualquer, está fora do mercado e buscando um emprego, como, por exemplo, um técnico em Mecânica, e vejo que ele tem vários cursos de aperfeiçoamento na área, eu analiso esse currículo com outros olhos. Isso demonstra que a pessoa realmente tem o interesse de se manter sempre atualizada naquilo que ela escolheu como profissão”, explica.

Ele disse ainda que a participação em congressos, seminários e feiras é extremamente importante. Isso porque são atividades observadas pelos recrutadores, que mostram dinamismo. “Esse é o profissional que a Indústria tem muito interesse, porque ele não espera que a empresa cuide do conhecimento dele. Afinal, é uma coisa pessoal e é importante lembrar que são os profissionais que participam de eventos que demonstram uma capacidade muito grande de aprender e de se atualizar, porque estão predispostos a isso.”

Aspectos comportamentais também contam. Pessoas que exercem trabalhos voluntários tendem a desempenhar a função com mais empenho, comprometimento e amor dentro da empresa. Características socioemocionais e comportamentais têm grande importância. Questões como inovação, criatividade e resolução de problemas são fundamentais para o currículo.

Os cursos de aperfeiçoamento têm carga horária máxima de 160 horas de aulas, mas são vários os que duram apenas alguns dias ou algumas horas. Por isso, foque em seus objetivos, escolha o que melhor se encaixa em seu perfil profissional e se dedique. Você só tem a ganhar e o mercado agradece. (Ana Guimarães)

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